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Marcos Venício, guia e fundador da Coração da Chapada, no Vale do Pati

Marcos Venício: o guia por trás da Coração da Chapada

Nascido em Andaraí · guia desde os 15 anos · fundador da Coração da Chapada

Marcos Venício Santos Ferreira nasceu em Andaraí, no coração da Chapada Diamantina. Aos 15 anos ganhou o primeiro dinheiro como guia. Aos 18, virou brigadista florestal, combatendo incêndios na própria serra onde cresceu. Anos depois fundou a Coração da Chapada e criou o conceito de Turismo de Reconexão — a ideia de que uma viagem, quando vivida com presença, devolve algo que a pessoa perdeu no automático da vida.

De Andaraí pro mundo

Cresceu numa rua tranquila de Andaraí, cercado de primos e amigos, entre pique-esconde, futebol na rua e horas mergulhado nos rios que cortam a cidade. O avô materno veio da comunidade quilombola Fazenda Velha, pescador e agricultor; o avô paterno, de Tanhaçu, veio da tradição do garimpo. A relação com a natureza começou em casa, antes de virar profissão.

A escola sem paredes

Aos 10 anos, o tio Paulo — garimpeiro, filho e neto de garimpeiros de Igatu — levou Marcos pela primeira vez ao garimpo. Semanas inteiras dormindo em tocas de pedra, comendo no fogão a lenha, aprendendo a reconhecer plantas, animais e mudanças de tempo pelos sinais da serra.

"Aquela era minha verdadeira universidade. Uma escola sem paredes, onde os professores eram a natureza e os homens que aprenderam a viver nela."

O primeiro dia como guia

Aos 15 anos, sentado numa praça com amigos, um micro-ônibus de visitantes parou procurando alguém que os levasse até as cachoeiras da região. Marcos aceitou, conduziu o grupo até a Cachoeira das Três Barras, e recebeu o primeiro dinheiro como guia no fim do dia.

"Eu já gosto de caminhar na serra. Agora estou caminhando, compartilhando meu conhecimento e ainda sendo pago por isso. Esse negócio é bom demais."

Sem perceber, tinha encontrado a profissão.

Guardião da serra

Aos 18 anos, fez o curso de brigadista e passou a trabalhar na prevenção e combate a incêndios florestais — o primeiro grande incêndio que enfrentou foi nos Gerais do Rio Preto, o mesmo território que hoje faz parte dos roteiros da agência.

"Não era uma floresta qualquer queimando. Era minha casa."
Marcos Venício contemplando o Vale do Pati, com a trilha ao longe e o Morro do Castelo ao fundo
Mais de duas décadas conduzindo pessoas pela Chapada Diamantina.

Por que nasceu a Coração da Chapada

A agência nasceu de uma dor real: turistas indicados por Marcos passando por experiências ruins com pousadas, transportes ou guias que ele não controlava diretamente. Decidiu profissionalizar — sair do CPF, construir um CNPJ, e montar uma operação completa: da passagem aérea à hospedagem, do transporte ao guia, da alimentação à experiência inteira.

"Meu nome está em jogo."

O Turismo de Reconexão

Ao longo dos anos, Marcos percebeu que as pessoas chegavam buscando cachoeiras e paisagens, mas saíam levando algo maior: uma mudança de ritmo, uma reconexão consigo mesmas. Foi dessa percepção que nasceu o conceito de Turismo de Reconexão — a base de tudo que a Coração da Chapada entrega hoje, na Travessia do Vale do Pati e nos demais roteiros da região.

"O turista não busca apenas uma paisagem. Ele busca uma experiência."
2003guiando na Chapada
4.000+viajantes guiados
4,9★no Google (65 avaliações)
18 anosquando virou brigadista florestal

O que move Marcos hoje

A vontade de que as pessoas desacelerem, saiam do automático, sintam o território e voltem pras suas vidas levando memórias e uma nova percepção do tempo. Não quer ser lembrado como quem mostrou lugares bonitos, mas como quem abriu caminhos pra que cada pessoa sentisse a Chapada de verdade.

"O maior diamante que existe não está nas montanhas. Está nas pessoas."

Quer conhecer a Chapada com quem cresceu nela?

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